Pegando a estrada com a magrela: 3 destinos no Brasil para viajar de bike

0O destino é importante, mas a viagem também pode ser sensacional! Já pensou em viajar de bike nesse Brasil de meu Deus que a gente tem? Essa é uma pergunta direcionada pra você, que é experiente e bem íntimo da magrela, você, que pratica vez ou outra e sempre pensa “eu deveria fazer mais isso”, e você, que nunca pensou, não, mas agora que a gente falou achou uma boa ideia. Para todos os amantes de aventuras, separamos 3 destinos nacionais para viajar com a sua bicicleta e nunca mais esquecer!

1. Circuito das Araucárias – Santa Catarina

O Circuito das Araucárias passa por quatro municípios do interior de Santa Catarina (Campo Alegre, Corupá, São Bento do Sul e Rio Negrinho) e contempla atrativos naturais como mata atlântica, florestas de araucárias e cachoeiras. As estradas de terra, que imploram para serem exploradas por você e sua bike, somam 250 km em ótimo estado de conservação, porém, com várias subidas pouquíssimo recomendadas para os menos experientes. O percurso é inteiramente sinalizado por placas e, ao longo do caminho, você ainda pode carimbar o “passaporte” emitido pela Secretaria de Turismo de São Bento do Sul, cidade a 100 quilômetros de Curitiba.

É normal levar entre seis e oito dias para concluir o trajeto. Alguns trechos são isolados, sem restaurantes ou mercearias, mas nunca faltam lugares para se conhecer, se hospedar e curtir, como a Estrada Dona Francisca, em Campo Alegre, que conserva trechos originais de sua construção, da metade do século 19.

2. Parque Nacional da Serra da Canastra – Minas Gerais

Para explorar o Parque Nacional da Serra da Canastra, localizado no centro-sul de Minas Gerais, é recomendado que você tenha um bom senso de orientação (ou leve alguém que tenha), e planejamento.

Para quem chega por Franca, SP, a aventura já começa em Delfinópolis, MG. Desse ponto, sai uma estrada de terra que se transforma na Serra das Sete Voltas, uma subida desafiadora que dá na portaria do Parque da Cidade Sacramento. O acesso com bike é permitido por lá, mas é proibido dormir lá dentro, sendo assim, você tem que ir embora até as 18h. Cruzar o parque de ponta a ponta é sinônimo de pedalar por 65 km, mas, mesmo que você faça todo o trajeto em um só dia, a pressa te impediria de visitar alguns lugares mais interessantes.

Uma ideia é seguir rumo à Portaria São João Batista, que marca exatamente a metade do trajeto. Próximo a essa saída há um vilarejo bem receptivo e ideal para se acampar por uma noite. No caminho, você passará pelo mirante Casa de Pedra e pelas cachoeiras do Rolim e Casco D’Anta – nesta última encontrará um camping de alto nível próximo à saída homônima, que segue em direção à cidade de São José do Barreiro (MG). É também na Canastra onde nasce o rio São Francisco, que logo se transforma em uma cachoeira de 180 m.

8urantes.

3.  Chapada dos Guimarães – Mato Grosso

A 60 km de Cuiabá, a Chapada dos Guimarães tem uma procura menor do que as da Diamantina e dos Veadeiros, tornando o destino mais vazio, porém, não menos interessante e atrativo: cachoeiras, cavernas, lagos e trilhas estão ao alcance das bikes nesse pedaço do cerrado brasileiro.

Com a sua magrela, siga para o Vale do Rio Claro, onde se encontram os famosos paredões de rochas caprichosamente esculpidas pelo tempo. Em estrada asfaltada e pouco movimento, você passará antes pelo Vale dos Dinossauros, que recebe esse nome por causa das exóticas formações do arenito avermelhado.

O rio Claro acompanha todo o trajeto, o que permite uma paradinha para um banho a qualquer momento (amém, porque o tempo é seco e quase sempre quente). As pinturas rupestres extremamente conservadas também são um atrativo incrível para quem quer entender um pouco do homem da pré-história.

Recomendamos fortemente a volta a Cuiabá de bike! Isso porque o caminho é uma estrada só com descidas e um visual bizarro que te fará parar algumas vezes para fazer um clique ou apenas contemplar.

E aí, quem merece mais um desses (ou os três) rolês, você ou a sua magrela? Se joga! O caminho é mais importante que o destino final.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *