O futuro é agora: Brasil planeja ilha inteligente

Você provavelmente já ouviu falar em smart cities, ou cidades inteligentes, e já sabe que o mundo tá se preparando para a chegada delas. Mas, cá entre nós, você já pensou na possibilidade de termos uma smart island no Brasil? Eita! Parece tão distante, né? A real é que já tem um lugarzinho por aqui caminhando para isso e, se você parar pra pensar, vai achar até meio óbvio, considerando o controle da ilha em diversos aspectos: Fernando de Noronha!

Se desapegue da ideia de filmes de ficção científica sobre cidades inteligentes. Por ora não teremos carros voadores e fechaduras que abrem com reconhecimento facial por lá, mas podemos esperar por diferentes sensores eletrônicos para coletar dados e metas sustentáveis para reduzir o impacto ambiental causado pelo turismo. Os dados devem ajudar a monitorar e gerenciar sistemas de tráfego de transporte, energia, abastecimento de água, saneamento básico, criminalidade, educação, saúde, e diversos outros serviços para a comunidade. Doidera, né?

O conceito de smart island leva os mesmo pilares das smart cities. As ilhas, porém, têm algumas particularidades que merecem atenção especial devido ao tamanho, distância, dependência energética de combustíveis fósseis, altos custos de transporte, diversificação econômica limitada, sem contar os desafios ambientais.

A pouco mais de 500 km da costa nacional, Fernando de Noronha já começou a caminhar para se tornar o primeiro território carbono zero do Brasil. A mobilidade e seu ecossistema têm um peso importante no cumprimento da meta. Para chegar no destino almejado, foi sancionado, em 2020, o Decreto-Lei nº 16.810/20, que regulamenta a entrada e a circulação de carros a combustão na ilha. A partir de 2022, estará proibida a entrada de automóvel convencional no arquipélago e, a partir de 2030, a frota existente deverá ser apenas de veículos elétricos.

Além do decreto e do programa Carbono Zero, empresas e instituições têm se mobilizado. Um dos primeiros passos da companhia de energia Celpe em 2015 foi a compra de um Renault Kangoo ZE l00% elétrico, como parte do projeto de estudos de inovação e sustentabilidade da ilha, iniciativa que responde a 10 dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da ONU.

Em 2019, a Renault ampliou a iniciativa e, em parceria com a administração da ilha, cedeu seis veículos 200% elétricos a serviços de apoio à população. Outro passo importante foi um consórcio entre a montadora e parceiros, como a WEG e a Polo Engenharia, para lançar garagens públicas com geração solar, equipadas com estações de recarga semirrápidas que carregam seis carros ao mesmo tempo. O que sobrar de energia das garagens será direcionado ao consumo da população local. Os caras tão finos ou não? Ave, se essa moda pega.

Tá certo que mobilidade é só a ponta do iceberg para atingir a meta, mas certamente é uma das mais importantes. Há outros exemplos de sucesso para nos espelharmos pelo mundo. Em Portugal, por exemplo, a ilha de Porto Santo já está prestes a se tornar uma smart island 100% livre de combustíveis fósseis, com diversas iniciativas ligadas à geração e armazenamento de energia renovável, veículos totalmente elétricos, eletropostos inteligentes que entregam energia e devolvem excedentes à rede.

A aliança do setor privado, governos, sociedade civil e instituições de pesquisa, somando-se, é claro, ao ecossistema único, demonstra que Noronha tem todas as condições para se tornar a primeira ilha inteligente do Brasil, e, com isso, inspirar outras áreas a serem também.

“Caramba, se já é caro ir para lá, imagina quando for toda smart?”, sim, isso também passou pela nossa cabeça. Mas, por aqui, ficamos muito felizes e animados com a ideia de preservar cada vez mais a ilha dos efeitos do turismo e o planeta dos efeitos do aquecimento global. Dale tecnologia!!! A terra agradece.  #IntoTheOutdoors

Fontes:
https://www.hypeness.com.br

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