Seaspiracy: tudo o que você precisa saber sobre o documentário da Netflix

Como você já deve ter visto ali na abinha de “Em Alta”, da Netflix, o documentário “Seaspiracy: Mar Vermelho”, do cineasta britânico Ali Tabrizi, tem gerado BASTANTE debate e barulho em diversas rodas mundo afora. E não é à toa. O filme de 2021 revela de forma crua e devastadora os impactos ambientais da pesca industrial nos oceanos e em todo o planeta. 

Assistimos à produção com a ideia de trazer a nossa opinião por aqui, mas, diante da importância e urgência do que vimos, resolvemos apenas trazer os números e fatos levantados por Ali para te ajudar a formar a SUA opinião sobre o tema. Confira abaixo os tópicos que você PRECISA saber (sentamos o dedo no caps lock porque não dá para escrever uma parada dessas sem MUITA indignação):


– O oceano é o lar de 80% de toda a vida terrestre.

– Golfinhos e baleias ajudam a absorver mais dióxido de carbono do que a floresta Amazônica e geram até 80% do oxigênio que respiramos.

– O número de microplásticos presentes no oceano já ultrapassa em 500 vezes o de estrelas na Via Láctea.

– Mais de 150 milhões de toneladas de plástico já flutuam no mar.

– O Japão caça golfinhos com a justificativa de que eles comem muitos peixes e que este era um controle para balancear a vida marinha e a própria indústria de pesca. A verdade é que os golfinhos vivos são caríssimos e, quando capturados, são vendidos para parques aquáticos que os usam como atração. Mas, a cada um capturado, 12 são mortos.

– Ainda sobre o Japão, o país vende MUITAS barbatanas de tubarão para restaurantes que as vendem em pratos de luxo. Além de tamanha crueldade, o tubarão é a grande chave da cadeia que gira os oceanos. O animal é responsável por manter as águas limpas e os recifes de corais vivos. “Preocupe-se em não tê-los no mar em vez de se preocupar em tê-los. Sem eles, o oceano viraria um pântano”.

– Os tubarões matam 10 pessoas por ano, enquanto o ser humano captura de 11 a 30 mil tubarões por HORA. Estima-se que 50 milhões são capturados sem querer em pescas comerciais e devolvidos mortos ao mar como lixo.

– Os selos de proteção à vida marinha em alguns frutos do mar vendidos em grandes mercados são, na verdade, uma fraude que só visa ganhar dinheiro, no português bem claro. Acontece que ninguém REALMENTE sabe o que acontece em alto mar, então, é basicamente a palavra da tripulação e só. Há um número alarmante que revela que mais de 20 observadores (pessoas que vão a bordo de navios pesqueiros para garantir que a pesca não está sendo excessiva ou ilegal) desaparecidos ou mortos ao redor do mundo.

– Redes de pesca são descartadas inapropriadamente no mar e são imensamente mais nocivas para a vida marinha do que o plástico usado por nós.

– A pesca de espinhel monta linhas suficientes para dar a volta no planeta Terra 500 vezes TODOS OS DIAS.

– Seis em cada sete tartarugas marinhas morrem por causa de plástico todo ano no mundo, mas, só nos EUA, 250 mil são capturadas, feridas ou mortas todos os anos por navios de pesca.

– Canudos descartáveis são responsáveis só por 0,03% do plástico jogado no oceano.

– Vazamentos de óleo nos mares, na verdade, dão um respiro aos peixes, já que a área se torna, por um determinado período, proibida para a pesca. Sem navios predadores, os animais ficam livres, apesar do óleo. Acredite, a pesca é um problema ainda maior que o óleo para eles.

– Cientistas preveem perda de 90% dos corais até 2050 e dizem que é devido ao aquecimento global. A verdade vai bem além disso, já que os peixes são vitais para manter os recifes vivos e, seguindo a lógica: se os peixes estão morrendo, os corais também estão.

–  Estudos indicam que se continuarmos com a pesca predatória no nível atual, os oceanos estarão praticamente vazios até 2048. Sim, daqui 27 anos!!!

– A pesca comercial recolhe até 2,7 trilhões de peixes todos os anos. Mais de 5 milhões são mortos por minuto.

– A vida no oceano é capaz de segurar o carbono e impedi-lo de ser solto na atmosfera, já que os animais marinhos “sequestram” o gás poluente quando vão para as águas mais profundas. perder 1% deste ecossistema é equivalente a liberar as emissões de 97 milhões de carros.

– A pesca de arrasto usa redes tão grandes que poderiam engolir catedrais ou até 13 aviões jumbo. Além disso, elas deixam marcas tão fortes no fundo do mar que destroem 100% a vida marinha do local. Estima-se que este estilo de pesca devasta 1,58 bilhão de hectares por ano, o que é como perder 4.316 campos de futebol por minuto.

– Muitos governos de países dizem que 30% da área marinha está sob proteção, mas, na verdade, apenas 5% está e, com a pesca permitida em alguns destes locais, menos de 1% do oceano está regulamentado e, consequentemente, de fato seguro.

– Nos EUA, um a cada três peixes importados foi pescado ilegalmente. O país, junto a tantos outros, navegam pelas águas da África sem permissão e roubam seus peixes porque, CHOQUEM-SE COM A GENTE, já esgotaram seus próprios recursos. O continente africano ainda é a casa de milhares de espécies marinhas como poucos lugares no mundo. Esta atividade ilegal deixa comunidades que dependem da pesca para sobreviver em situação de ainda mais pobreza e fome, o que os leva a consumir a carne de animais selvages, causando, assim, epidemias como a do Ebola.

– Farm-fishes: locais que servem como uma “fazenda” para a criação de peixes que serão destinados ao consumo parecem ser sustentáveis, mas, alimentam os animais com rações feitas DELES MESMOS. E, sim, em quantidades enormes, ou seja… não faz muito sentido. Além disso, os peixes nadam em sua própria sujeira, o que gera doenças gravíssimas em toda a comunidade, como piolho marinho.

– Os criadores de salmão conseguem escolher o tom alaranjado do peixe por meio de sua alimentação, quando, na verdade, ele está cinza.

– O documentário ainda denuncia casos de escravidão na pesca industrial. Pessoas são sequestradas e mantidas em alto mar por anos e anos, sendo submetidos a condições desumanas de sobrevivência. É bastante comum que a ração do camarão tenha origem de navios que violam os direitos humanos.

– “Os peixes sentem dor?”, Ali questionou na produção e respondeu: sim. Estudos indicam que os animais têm sistema nervoso e elementos básicos que todos os vertebrados têm, portanto, sentem medo e dor, como nós.

– Acreditamos a vida toda que o ômega 3, que é importante para a nutrição humana, vem dos peixes. Pois bem, o filme indica que o óleo vem das células de algas que os animais comem. Então, por que não comer direto a fonte em vez do intermediário? Opções já existem!


Wow! Depois de tantas informações, você, assim como nós, talvez precise de um tempo para assimilar tudo. Embora o plástico seja, de fato, um problema gritante no planeta, o oceano está adoecido por causa da indústria da pesca! A gente não tá falando de um barquinho que vai ao mar pegar peixe fresco para o almoço e sabe fazer o descarte correto dos equipamentos. A gente tá falando de navios maiores que alguns dos prédios mais altos do mundo que passam todos os dias, de todos os anos, retirando toneladas de peixes do mar para suprir a demanda global de consumo.

Segundo o filme, se você quer ajudar a solucionar ou remediar o máximo e mais rápido possível este problema, o negócio é um só: parar de comer peixe. E aí, como este monte de informação bateu aí? Conta pra gente se este documentário mudou algo no seu modo de encarar a vida ou não. Por aqui, bateu forte. #IntoTheOutdoors

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