Região seca do Camboja é salva por árvores

No Camboja do século 12, era muito comum que os moradores locais fossem até a montanha Kulen.

Kulen é um lugar sagrado e associado à fertilidade, para cortar pedaços enormes de pedras, que eram arrastados por elefantes.

Hoje, embora o local tenha se tornado área protegida, a comunidade ainda sobe morro acima mas por um motivo mais cruel: derrubar árvores para vendê-las em troca de madeira legal ou carvão.

A atividade madeireira ilegal no Parque Nacional de Kulen, porém, devastou amplas extensões de floresta. Como consequência, os locais viram as nuvens de chuva, que costumavam se aglomerar acima da mata, se tornarem cada vez menos frequentes.

Notando o aumento constante de temperatura e a seca que se instalava ali, a ONU Meio Ambiente começou, em 2014, a ajudar o governo do Camboja e parceiros a criar um viveiro de mudas, fornecendo verba e materiais para o cultivo de novas árvores em Kulen.

Até o momento, o projeto apoiou a comunidade de cerca de 300 pessoas em Chuop Tasok no cultivo de 100 mil mudas.

A iniciativa também doou pés de árvores e auxiliou patrulhas no plantio de mais de 250 mil árvores, além de proteger 306 hectares de floresta contra madeireiros ilegais.

Hoje, a população que sempre sofreu com a falta de água potável, têm acesso a água que vem de um pequeno reservatório, instalado em fontes acima da montanha.

Com as chuvas de volta, a agricultura local voltou a movimentar a economia, o clima se encontra mais ameno, os animais sobrevivem por mais tempo e toda a comunidade sorri mais tranquila.

Compartilhando sua experiência com vilarejos próximos, Chuop Tasok se tornou referência de sucesso no Camboja na iniciativa de reflorestamento e área protegida.

Além disso, o assunto se tornou pauta nas escolas da região, buscando evitar que o mesmo erro seja cometido pelas futuras gerações.

FONTE: https://ciclovivo.com.br/planeta/meio-ambiente/reflorestamento-camboja-chuvas-regiao-seca/

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